quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Coração Dela - 3


Esperava uma história. Nem eu mesma acreditava no que acontecia .


Oque quer exatamente saber ?


Já tinhamos parado de caminhar, e estavamos paradas na frente de um banco, mais não sentamos.



Oque exatamente quer me contar ? - se sentava no banco, somente agora


Sorri, mais estava tímida.

Sentei do lado dela, suavemente ela cruzou as pernas. Pernas lindas arrepiadas que o vento suave fazia. A chuva tinha passado, mais o ar não negava que por ali, anjos tinham chorado.


Tira o capuz .


Ela me ordenou que tirasse. Não sei, mais é como se eu esteja protegida do inimigo, com meu capuz, não dou motivos para qualquer um falar qualquer coisa.

A Noite estava começando a se tornar interessante, e eu acho que eu estava encontrando um motivo por ter saido naquela noite, fria e sem cor.

Puxando meu capuz para traz, com meu cabelo um pouco bagunçado, pude perceber quando encolhi os ombros, e ela esticou seus braços, colocando suas mãos delicadas e macias sob meu cabelo, para arrumar.


Por que, chorava em várias partes da melodia ? - perguntei


Seu sorriso sumio, e um ar triste a predominou, seus olhos se puseram novamente ao chão. Sentou em perfeita postura, com a coluna reta, e levou suas mãos até seu rosto.

Permaneci em silêncio, eu não queria que pensasse que eu gostava de ve-la como eu a via.


Por que não posso amar .. - ela respondeu, piscando lentamente seus olhos perfeitos


Não pode amar ? Oque faria com que ela não pudesse amar ?

Dores passadas ? Homens imaturos ? Lembranças desagradáveis?

Não conseguia achar nem um motivo concreto para entender tal dolorosa frase.

Preferi não dizer nada. Ela se levantou, disse que estava tão tarde, que já era cedo, e que precisava ir. Não interferi, pois eu sabia que faltava cerca de duas horas para mim levantar, e ir para a faculdade.

Na manhã seguinte, acordei já com alguns minutos de atraso, fazendo com que eu não reparrase no belo sol que estava surgindo, eu sempre esquecia de ver o sol.

Ao chegar na faculdade, e tomar um esporro do professor, eu estava completamente exausta.

Me sentia suada, cançada, e ainda, por sima, não podia tirar os oculos escuros, para que não vissem tamanhas olheiras.

Abri o caderno, na ultima fileira de carteiras. Sentava sozinha, com o meu lado vago. Não tinha muitos amigos, aliaz, ali não tinha nem um.

Olhei a primeira pagina do caderno, e não estava nada bem para escrever. Com o pensamento distante, rabiscava a palavra “PIANISTA” no caderno. Eu não conseguia parar de pensar nela. Naquele sorriso encantador, naqueles olhos tão lindos e tristes.
Queria saber mais sobre ela, mais ali não era o lugar, nem o momento apropriado, afinal, medicina não é nada facil, e se não prestar atenção, aê não tem mesmo como conseguir passar.

O Sinal bateu. Andando pelos corredores, até a saida, percebo muitas pessoas, gente de bem, apresada, ou hipócrita, correndo pro seu proximo compromisso.

Eu ainda pensava nela. Não ! Oque eu faço ? Preciso encontra-la!

A noite se aproximava, e novamente, sai andando pelas ruas. Os postes lascados, com lampadas quebradas por pedradas provavelmente. As ruas erradas, com buracos e paredes pichadas. Que lugar horrivel de se encontrar.

Novamente entrei no teatro, paguei, e nem quis ouvir novamente aquela Mumia do homenzinho lá.

O som já estava cercando meus ouvidos. Ela estava ali ! Eu ia encontra-la!
Quando entrei na sala, ela estava linda, apenas com uma luz a fazendo com que ela ficasse com mais contraste no meio da escuridão. O Piano que ela tocava agora, tinha um pequeno espelho que a refletia.
Eu, em pé, do lado esquerdo da sala, a admirava outra vez.

Seus dedos suaves, deslisavam as teclas do piano, de um modo que gostaria de sentir em meu rosto.

Ao terminar de tocar, ela se levantou, e se curvou. Seu vestido curto, fazia com que aparecesse suas tão belas cochas. Não entendo. Por que ela estava tão vulgar ?
Um velho da décima terceira fileira levantou dizendo ;


Quanto é comigo ? - seu sorriso humilhava minha pianista


Oque é? Como assim ? Ela desceu do palco, se dirigio ao homem, o tocou no ombro, e sussurrou algo. Aquela cena me fervia o sangue. Fui até o proximo homem que vi. E nada. Voltei, e fui falar com o porteirinho, a Múmia Paralitica.

► Eu tentei lhe avisar aquele dia. Essa é a Kims, a prostituta mais culta.


OQUE?! Prostituta ?! A minha pequena pianista era Prostituta?

A vi saindo com aquele homem, para algum corredor. Provavelmente com quartos. Fui em direção a rua, e lá fiquei, esperando, matando tempo. O tempo não passava, me deixava ainda mais assustada e agoniada. Nada acontecia . Nada se movia. Não, nada acontecia .


Um comentário:

  1. tá esperando oq pra terminar? aiosioaiosoiaiosaios', peeeerfeito *-*, só num queria qe ela fosse prostituta, mas...CONTINUA!

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